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Você é único, o seu tratamento também!

A cirurgia plástica hoje é acessível a uma grande parcela da população, informações relacionadas também são disponibilizadas por meios de comunicação e de forma massiva em redes sociais. Ao mesmo tempo o número de cirurgiões plásticos legalmente habilitados, outros médicos e demais profissionais que atuam na área tem aumentado de forma exponencial. Esse cenário, infelizmente tem mostrado um efeito colateral, a percepção de forma equivocada por parte da população que a área é uma especialidade simples e rotineira. É comum o marketing e até a venda de tratamentos, realidade que não concordo e trabalho para descontruir, vou explicar.

A cirurgia plástica deve ser tratada como deve ser, uma especialidade médica. O tratamento proposto é uma consequência, não o item inicial de uma relação médico paciente. Um tratamento de sucesso inicia com o diagnóstico das reais anormalidades, da fisiologia, da anatomia, do paciente como um todo. Em seguida o tratamento ideal para solucionar aquelas alterações diagnosticadas é indicado. Cabe ao médico executar o diagnóstico mais acurado e acompanhar as diferentes fases do tratamento junto do paciente.

Quanto mais capacitado, experiente e hábil for o profissional, mais efetivo será o resultado final do tratamento realizado, assim também é na cirurgia plástica. Por mais informado que seja o paciente, ele nunca conseguirá escolher de forma correta qual o tratamento que deverá realizar, é como um paciente com qualquer doença solicitar ao médico que realize um tratamento especifico por ter visto na web ou por alguém ter realizado. A participação do paciente sempre é de extrema importância, porem a condução para o sucesso cabe ao médico.

Seguindo esse conceito, a cirurgia plástica deve ser vista e tratada com seriedade. Cabe aos pacientes lembrarem que são únicos, como também é único o seu tratamento.

Agendou uma consulta? Faça a sua parte!

Existem diferentes pontos durante um tratamento realizado pelo cirurgião plástico que dependem exclusivamente de você. Vou descrever os dois principais que são abordados na consulta médica.

O primeiro item é a sua percepção das anormalidades ou queixas que fizeram você buscar um cirurgião plástico, sendo extremamente pessoais. Nesse momento o futuro candidato ao tratamento pode ser classificado em três diferentes grupos, aqueles que apresentam uma percepção realista da situação, outros podem referir anormalidades maiores que a realidade e o último grupo que pode estar relatando queixas mais leves do que realmente são. Cabe ao cirurgião, após realizar o exame físico, avalizar a sua percepção leiga ou então trazer você para a realidade da sua situação.

O segundo ponto é o seu desejo de resultado. Na maior das vezes estão dentro de um limite de normalidade, porem em alguns os desejos são irreais. Aqueles pacientes que estão cientes e buscam um procedimento de forma realista podem seguir o caminho em direção ao tratamento. Já o grupo em que os desejos são equivocados, o profissional deve orientar e em conjunto chegar a um consenso, caso contrario o tratamento deve ser evitado.

Lembre também de informar doenças atuais e do passado, medicações em uso, alergias, cirurgias prévias, gestações, tabagismo, consumo de drogas e atividade física.

Com esse conjunto de dados, o cirurgião plástico irá utilizar o conhecimento, experiência e habilidade acumulados para levar você da situação atual até o objetivo do tratamento.

Cirurgia estética, expressão inadequada!

A definição de estética, de forma literal, é a busca pela melhora da aparência. Pode ser perfeitamente aplicável quando se busca melhorar algo de forma superficial e não invasiva como uma roupa adequada ao seu biótipo, um novo corte de cabelo, uma nova cor da unha e até mesmo uma alteração corporal através de exercícios.

A estética é temporal, varia conforme conceitos momentâneos de beleza

Quando partimos para o campo da medicina, devemos pensar em saúde. Com essa visão, de forma conceitual, acredito que somos autorizados a atuarmos de forma invasiva ou minimamente invasiva, seja com uma cirurgia ou um tratamento, somente quando uma anormalidade está presente. Pensando assim, um diagnostico deve ser feito da anormalidade da anatômica ou da fisiológica do organismo. Simplificando e fazendo uma analogia com qualquer área da medicina, o médico deve saber exatamente qual a doença e indicar o melhor tratamento para o problema, ou seja, qual a medicação, em qual dose e por quanto tempo e eventualmente a necessidade de uma cirurgia.

Transferindo o conceito para a cirurgia plástica, o tratamento bem indicado irá corrigir ou tratar a “doença” tendo como consequência a melhora da aparência.

Concluindo, não existe tratamento sem diagnostico, somente o médico usa o seu conhecimento, habilidade e experiência para oferecer a melhor solução para cada anormalidade que compromete o funcionamento normal ou até mesmo a evolução do envelhecimento do organismo.

Fora desse prisma, você está fazendo realmente um pseudo tratamento, vulgarmente dito “estético”, pense nisso!

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