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Quando não operar!

QUANDO NÃO OPERAR!

A cirurgia plástica é uma especialidade médica, é fazer o melhor para cada um dos pacientes. Uma das principais ferramentas para a manutenção de uma especialidade séria e comprometida com a saúde e com os resultados é saber dizer não para alguns casos cirúrgicos, descrevo aqueles mais frequentes.
Em alguns casos a paciente não se encontra nas condições ideais de saúde. O profissional deve realizar uma consulta detalhada e rotina de exames completa para diagnosticar alterações e doenças que aumentem o índice de complicações. Quando diagnosticada, a doença deve ser tratada e posteriormente a cirurgia realizada.
Existem pacientes em condições de saúde satisfatória, porem não estão nas condições ideais para realizar uma cirurgia de qualidade. O principal exemplo são as pacientes que estão fora do peso e que buscam a cirurgia plástica como solução rápida para sequelas do descuido acumulado durante os anos ou até décadas. Pacientes com esse perfil devem realizar uma adequação prévia para posteriormente realizar uma cirurgia.
A Síndrome Dismórfica Corporal causa com uma visão corporal distorcida, as pacientes buscam a correção de anormalidades que não existem, buscam a perfeição impossível. Quando operadas ficam eternamente insatisfeitas. Quando diagnosticadas devem seguir acompanhamento psiquiátrico.
Existe ainda aquelas pacientes que buscam um tratamento indicado por elas mesmas. Esse perfil aumentou com a influencia das redes sociais. Cabe exclusivamente ao cirurgião realizar um diagnostico preciso, indicação do tratamento ideal e execução com maestria. O profissional deve tentar trazer a paciente de volta para o mundo medico real e sério, percebendo que não terá sucesso o ideal é não realizar qualquer procedimento.
A medicina para mim deve ser vista com seriedade e sinceridade. Buscar uma rotina baseada em conceitos de credibilidade e excelência. O sucesso profissional e financeiro devem ser uma consequência e não a busca principal. Dessa forma, aqueles pacientes sem condições físicas e ou psicológicas para realizar uma cirurgia devem ser orientadas e acompanhadas para proteção tanto da paciente como da carreira do cirurgião plástico, já a cirurgia deve ser contraindicada.

Marketing Médico

O MUNDO INVERTIDO DO MARKETING MÉDICO

Coisas muito estranhas têm acontecido ultimamente, uma delas são as redes sociais que surgiram na última década como uma alternativa para acesso a informações em um formato livre, com interação pessoal, realmente uma revolução, mas como efeito colateral abriram portais espalhados pelo planeta inteiro para um mundo paralelo que se confunde com a vida real. Esse mundo é dominado por mentes gananciosas, sem preocupação por informações sérias e reais, ética e leis são deixadas de lado, ilusões são criadas.  Esse mundo invertido foi criado por pessoas que intencionalmente ou não, transformaram algo bom em uma aberração. Atualmente, novos seres já são criados dentro desse ambiente alterado, novas gerações de profissionais nascem com essa mutação que cada vez se incorpora mais profundamente no seu DNA.

Assim como todos os monstros, no caso da Cirurgia Plástica, se alimentam dos corpos e também dos bolsos de pessoas que por anos mantiveram uma vida sedentária, alimentação e tantos outros hábitos inadequados, porém buscam resultados que como uma mágica lhes transformem em uma nova pessoa. São esses, os suscetíveis as assombrações.

Acredito que essa postura dos profissionais que atuam dessa forma é consequência em parte da desinformação, acreditam que os atalhos das redes sociais irão acelerar o seu sucesso profissional. Do meu ponto de vista, o sucesso profissional se constrói de dentro para fora, inicia com um foco claro do tipo de trabalho que se busca oferecer, posicionamento com processos e protocolos robustos, gestão financeira, tributária e de pessoas criteriosas e por fim o marketing institucional. As diferentes formas de mídias são ferramentas para mostrar quem você realmente é, mostrar o interior, a alma da sua rotina profissional de forma ética e sensata. Ao informar de forma fantasiosa e mágica através de redes sociais, acabam gerando uma demanda grande pelos seus serviços com proporcional retorno financeiro imediato, porém como tudo na vida sem sustentação o castelo acaba um dia por desmoronar.

Por outro lado, o paciente em transe não percebe que está vivendo uma realidade alterada e se expõem aos riscos, resultados muitas vezes limitados e por fim uma perda financeira. Assim o paciente leigo, ou fica decepcionado pela experiência irreal ou ainda acaba ficando satisfeito mesmo sem conhecer como seria uma o mundo real da medicina baseada em evidências e de uma experiência do cliente / paciente séria, porém isso é assunto para outro texto.

Assim como na série que me inspira para escrever esse texto para você, me sinto na obrigação de lutar contra essa realidade que infelizmente cresce de forma acelerada!

Você é única!

 

A cirurgia plástica hoje é acessível a uma grande parcela da população, informações relacionadas também são disponibilizadas por meios de comunicação e de forma massiva em redes sociais. Ao mesmo tempo o número de cirurgiões plásticos legalmente habilitados, outros médicos e demais profissionais que atuam na área tem aumentado de forma exponencial. Esse cenário, infelizmente tem mostrado um efeito colateral, a percepção de forma equivocada por parte da população que a área é uma especialidade simples e rotineira. É comum o marketing e até a venda de tratamentos, realidade que não concordo e trabalho para descontruir, vou explicar.

A cirurgia plástica deve ser tratada como deve ser, uma especialidade médica. O tratamento proposto é uma consequência, não o item inicial de uma relação médico paciente. Um tratamento de sucesso inicia com o diagnóstico das reais anormalidades, da fisiologia, da anatomia, do paciente como um todo. Em seguida o tratamento ideal para solucionar aquelas alterações diagnosticadas é indicado. Cabe ao médico executar o diagnóstico mais acurado e acompanhar as diferentes fases do tratamento junto do paciente.

Quanto mais capacitado, experiente e hábil for o profissional, mais efetivo será o resultado final do tratamento realizado, assim também é na cirurgia plástica. Por mais informado que seja o paciente, ele nunca conseguirá escolher de forma correta qual o tratamento que deverá realizar, é como um paciente com qualquer doença solicitar ao médico que realize um tratamento especifico por ter visto na web ou por alguém ter realizado. A participação do paciente sempre é de extrema importância, porem a condução para o sucesso cabe ao médico.

Seguindo esse conceito, a cirurgia plástica deve ser vista e tratada com seriedade. Cabe aos pacientes lembrarem que são únicos, como também é único o seu tratamento.

Qual será o nosso futuro?

Qual será o nosso futuro?

O acesso a tecnologia, sejam hardwares ou softwares nunca foi tão fácil, teoricamente nos levaria para um futuro melhor. Porem a realidade é outra, percebo claramente no meu dia a dia como médico e como pessoa uma transformação assustadora nos últimos anos.

Na era da informação as pessoas estão cada vez mais desinformadas.

O desiquilíbrio emocional é dominante.

A insatisfação pessoal virou algo corriqueiro.

Uma vida padronizada, todos iguais, desejos e sonhos previsíveis.

Nunca as pessoas estiveram tão despreparadas para os desafios.

A busca pelo sucesso relativo e baseado no financeiro é regra.

A satisfação com a mediocridade é normal.

A fragilidade pessoal tornou a vida fácil para aqueles mal intencionados.

Na era da informação, a clássica frase de Stephen Hawking nunca esteve tão atual!

“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão do conhecimento”

Qual será o nosso futuro e das próximas gerações, a mudança tem que começar por cada um de nós, voltar atrás ou readequar a rota na vida pessoal e profissional, esse será o grande desafio dos próximos anos!

A medicina do século 21!

A tecnologia da comunicação sempre esteve a favor da saúde. Quem ainda se lembra do bipe, por exemplo, vai recordar também como os “doutores” foram os primeiros a terem esses aparelhinhos trabalhando a seu favor, recebendo mensagens sobre emergências e plantões. Depois, com a chegada dos celulares, logo os pacientes com problemas mais graves puderam ligar para seu médico em situações de emergência. Além disso, se alguém passar mal na rua, várias pessoas têm como chamar por socorro imediato. Mas o mundo hoje está em constante evolução, principalmente ao lidar com os aparatos eletrônicos. Portanto, celulares, tablets e muitas outras inovações têm tudo a ver com saúde e há muito por vir.

Essa relação se dá justamente devido à mobilidade, o que será muito útil para o futuro, já prevê a empresa de consultoria Ernst & Young. De acordo com uma pesquisa encomendada a eles, grande parte da assistência médica daqui a alguns anos será feita no chamado “terceiro lugar”, ou seja, a casa do paciente ou qualquer local em que ele esteja (o primeiro e o segundo são os hospitais e consultórios). “Os meios para isso já existem, o que discutimos são os padrões de monitoração e qualidade de atendimento”, fala Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenador desse mesmo setor no Hospital das Clínicas (SP).

A tendência é que as inovações na medicina se voltem à prevenção e diagnóstico. “No futuro, não existirão medicamentos inovadores e, já hoje em dia, eles já estão mais raros”, explica Walban Damasceno de Souza, diretor de assuntos corporativos da BD Brasil, empresa especializada na fabricação de aparelhos de saúde.

 Aplicativos aplicados

Os pacientes que mais se beneficiarão com a mobile health são os portadores de doenças crônicas. “Haverá acompanhamento em tempo real de diabéticos e hipertensos”, diz Luiz Vicente Rizzo, diretor do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (SP). Nesse campo, destacam-se o uso dos “apps” para celulares. “Neles, pode-se montar um cardápio, ver receitas, administrar dados de pressão, agendar consultas e exames, programar lembretes ao longo do dia, enfim, há uma infinidade de situações e possibilidades”, fala o endocrinologista Márcio Krakauer (SP). Há também a criação de gadgets que se conectam a esses dispositivos, amplificando essas funções e possibilitando medições. As melhoras nesse aspecto trarão interações maiores, como aponta Wen, ainda mais com a chegada do 4G, que terá melhor velocidade e capacidade de enviar dados de alta performance, ensina o especialista.

Jogos na telona

Mas os aparelhos menores não têm exclusividade quando o assunto é saúde interativa. O sensor de movimento, presente na nova SmartTV da Samsung e nos videogames Wii (Nintendo) e Xbox-Kinect (Microsoft), também será de grande auxílio nessa área. “Isso pode ser conectado a uma rede que permite acompanhar atividade física em casa, pois consegue registrar a exata movimentação e se ela está sendo feita corretamente”, prevê Wen. E o reconhecimento de gestos e a câmera podem monitorar pacientes de risco, verificando a ocorrência de quedas, etc.

E não só os consoles serão importantes, como os jogos, que têm potencial para ajudar as pessoas na adoção de novos hábitos. Já existe um para crianças com diabetes tipo 1, que são dependentes de insulina. “O jogador vai ganhando pontos se suas glicemias estão normais, e o aparelho é acoplado a um monitor desta taxa”, descreve Krakauer. Além disso, eles já estão sendo utilizados no tratamento de questões emocionais, seja resgatando indivíduos de estados de depressão e ansiedade ou preparando-os para possíveis situações-problema, simulando-as e impedindo que desencadeiem reações de pânico quando ocorrerem na vida, por exemplo. “Isso conceitualmente funciona, mas ainda não é comprovado”, alerta Wen.

Contêineres de saúde

Mais uma vantagem dessas tecnologias móveis é sua abrangência: elas podem chegar a lugares bem distantes, o que é muito comum no interior do Brasil. “Serão a solução para as regiões remotas, onde não há acesso a laboratórios e médicos, o deslocamento fica complicado e superlota o sistema de saúde dos grandes centros”, esclarece Souza.

Há também o conceito de “contêineres de saúde”, unidades específicas com várias especialidades, que podem ser transportadas por estrada, trens, helicópteros e embarcações para zonas de devastação ou isoladas, e mesmo grandes eventos. Dependendo da finalidade, uma combinação diferente. “Há como unir um de laboratório clínico, um de sistemas de imagem, um com pequeno ambiente cirúrgico e um de gerador de energia, e fazer uma campanha de prevenção em lugares longínquos”, explica Wen. Assim, é possível criar atendimento em diversas regiões, atendendo cada uma de suas necessidades.

A comunicação dos smartphones e tablets permite que os médicos se mudem para esses locais sem correr o risco de ficarem desatualizados. Com a internet nesses meios, os profissionais têm acesso aos bancos de dados das instituições e aos estudos mais importantes. Distância não será o problema.

 Ao vivo é melhor

Porém, nem toda a informação advinda das novas tecnologias é verdadeira, tanto na busca na internet quanto na procedência do aplicativo, por exemplo. Normalmente, os leigos são mais propensos a acreditarem em conteúdos errados. “Esses serviços serão confiáveis se ofertados por instituições de qualidade. Mas é preciso a criação de mecanismos que homologuem ou certifiquem locais que fazem trabalhos bons também”, acredita Wen. E é importante frisar que essas tecnologias são um complemento ao atendimento ao vivo. “Sem a consulta e o exame pessoal não existe a parte mais importante na relação médico-paciente, apenas uma coleção de dados clínicos e de medicina diagnóstica que representam uma parcela do problema”, salienta Rizzo.

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