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Lipoenxertia, procedimento de ponta.

A lipoenxertia, ou enxerto de gordura tem como objetivo repor o volume da face. O tecido adiposo está depositado em diferentes locais da face na forma de pilares que sustentam a pele. Após os 35 anos, esse tecido é absorvido fazendo com que a pele perca a sustentação e em consequência da gravidade acabe “caindo”.

O tratamento consiste na retirada da gordura, através da lipoaspiração, de locais onde as células adiposas possuem características similares aquelas da face. Usualmente a gordura do submento, vulgarmente chamada de papada, da face interna dos joelhos ou ainda da face interna dos braços são as áreas de escolha para a coleta de gordura.

Após a retirada esse tecido é processado através de centrifugação com o objetivo de separar os diferentes materiais retirados da área doadora. São descartados o sangue, o soro, e as células rompidas. Apenas as células adiposas vivas, colágeno e demais células que estimulam os tecidos quando enxertadas, como as células tronco, são aproveitadas para repor o volume perdido. O tratamento da gordura depois da retirada é de extrema importância na qualidade do enxerto e consequente durabilidade dos resultados.

A enxertia é realizada seguindo a anatomia normal da face jovem, onde esses pilares são reestruturados e a voltam a sustentar a pele. A técnica cirúrgica também tem grande importância para a durabilidade dos resultados, devendo ser realizada de forma que as células e tecidos enxertados sejam integrados ao novo local mantendo a sua viabilidade.

O aspecto final do tratamento deve ser o mais natural possível, o tratamento realizado de forma correta não deve ser facilmente perceptível por pessoas leigas. Quando o tratamento é realizado de forma não ideal, sem bases anatômicas, acaba gerando resultados artificiais que são facilmente visíveis. A popularização da “harmonização facial” realizada principalmente com o uso de ácido hialurônico é a responsável pela maioria dos casos estigmatizados de preenchimentos faciais.

Um tratamento natural, baseado em pilares anatômicos faz uso de 40ml a 70ml de gordura, volume muito superior aos 5ml a 10ml utilizados usualmente nos preenchimentos com acido hialurônico. Esse volume superior e o seu posicionamento mais profundo e estruturado tornam o resultado da lipoenxertia duradouro e principalmente sem estigmas.

Vale ressaltar que a absorção de gordura não ocorre de forma isolada, outras alterações como flacidez de pele, alterações de textura como manchas e linhas de expressão e flacidez muscular se associam em graus variáveis. Um tratamento de qualidade deve abordar todas as alterações conforme a sua gravidade para proporcionar resultados naturais e de qualidade.

Conheça a medicina do século 21!

A tecnologia da comunicação sempre esteve a favor da saúde. Quem ainda se lembra do bipe, por exemplo, vai recordar também como os “doutores” foram os primeiros a terem esses aparelhinhos trabalhando a seu favor, recebendo mensagens sobre emergências e plantões. Depois, com a chegada dos celulares, logo os pacientes com problemas mais graves puderam ligar para seu médico em situações de emergência. Além disso, se alguém passar mal na rua, várias pessoas têm como chamar por socorro imediato. Mas o mundo hoje está em constante evolução, principalmente ao lidar com os aparatos eletrônicos. Portanto, celulares, tablets e muitas outras inovações têm tudo a ver com saúde e há muito por vir.

Essa relação se dá justamente devido à mobilidade, o que será muito útil para o futuro, já prevê a empresa de consultoria Ernst & Young. De acordo com uma pesquisa encomendada a eles, grande parte da assistência médica daqui a alguns anos será feita no chamado “terceiro lugar”, ou seja, a casa do paciente ou qualquer local em que ele esteja (o primeiro e o segundo são os hospitais e consultórios). “Os meios para isso já existem, o que discutimos são os padrões de monitoração e qualidade de atendimento”, fala Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenador desse mesmo setor no Hospital das Clínicas (SP).

A tendência é que as inovações na medicina se voltem à prevenção e diagnóstico. “No futuro, não existirão medicamentos inovadores e, já hoje em dia, eles já estão mais raros”, explica Walban Damasceno de Souza, diretor de assuntos corporativos da BD Brasil, empresa especializada na fabricação de aparelhos de saúde.

 Aplicativos aplicados

Os pacientes que mais se beneficiarão com a mobile health são os portadores de doenças crônicas. “Haverá acompanhamento em tempo real de diabéticos e hipertensos”, diz Luiz Vicente Rizzo, diretor do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (SP). Nesse campo, destacam-se o uso dos “apps” para celulares. “Neles, pode-se montar um cardápio, ver receitas, administrar dados de pressão, agendar consultas e exames, programar lembretes ao longo do dia, enfim, há uma infinidade de situações e possibilidades”, fala o endocrinologista Márcio Krakauer (SP). Há também a criação de gadgets que se conectam a esses dispositivos, amplificando essas funções e possibilitando medições. As melhoras nesse aspecto trarão interações maiores, como aponta Wen, ainda mais com a chegada do 4G, que terá melhor velocidade e capacidade de enviar dados de alta performance, ensina o especialista.

Jogos na telona

Mas os aparelhos menores não têm exclusividade quando o assunto é saúde interativa. O sensor de movimento, presente na nova SmartTV da Samsung e nos videogames Wii (Nintendo) e Xbox-Kinect (Microsoft), também será de grande auxílio nessa área. “Isso pode ser conectado a uma rede que permite acompanhar atividade física em casa, pois consegue registrar a exata movimentação e se ela está sendo feita corretamente”, prevê Wen. E o reconhecimento de gestos e a câmera podem monitorar pacientes de risco, verificando a ocorrência de quedas, etc.

E não só os consoles serão importantes, como os jogos, que têm potencial para ajudar as pessoas na adoção de novos hábitos. Já existe um para crianças com diabetes tipo 1, que são dependentes de insulina. “O jogador vai ganhando pontos se suas glicemias estão normais, e o aparelho é acoplado a um monitor desta taxa”, descreve Krakauer. Além disso, eles já estão sendo utilizados no tratamento de questões emocionais, seja resgatando indivíduos de estados de depressão e ansiedade ou preparando-os para possíveis situações-problema, simulando-as e impedindo que desencadeiem reações de pânico quando ocorrerem na vida, por exemplo. “Isso conceitualmente funciona, mas ainda não é comprovado”, alerta Wen.

Contêineres de saúde

Mais uma vantagem dessas tecnologias móveis é sua abrangência: elas podem chegar a lugares bem distantes, o que é muito comum no interior do Brasil. “Serão a solução para as regiões remotas, onde não há acesso a laboratórios e médicos, o deslocamento fica complicado e superlota o sistema de saúde dos grandes centros”, esclarece Souza.

Há também o conceito de “contêineres de saúde”, unidades específicas com várias especialidades, que podem ser transportadas por estrada, trens, helicópteros e embarcações para zonas de devastação ou isoladas, e mesmo grandes eventos. Dependendo da finalidade, uma combinação diferente. “Há como unir um de laboratório clínico, um de sistemas de imagem, um com pequeno ambiente cirúrgico e um de gerador de energia, e fazer uma campanha de prevenção em lugares longínquos”, explica Wen. Assim, é possível criar atendimento em diversas regiões, atendendo cada uma de suas necessidades.

A comunicação dos smartphones e tablets permite que os médicos se mudem para esses locais sem correr o risco de ficarem desatualizados. Com a internet nesses meios, os profissionais têm acesso aos bancos de dados das instituições e aos estudos mais importantes. Distância não será o problema.

 Ao vivo é melhor

Porém, nem toda a informação advinda das novas tecnologias é verdadeira, tanto na busca na internet quanto na procedência do aplicativo, por exemplo. Normalmente, os leigos são mais propensos a acreditarem em conteúdos errados. “Esses serviços serão confiáveis se ofertados por instituições de qualidade. Mas é preciso a criação de mecanismos que homologuem ou certifiquem locais que fazem trabalhos bons também”, acredita Wen. E é importante frisar que essas tecnologias são um complemento ao atendimento ao vivo. “Sem a consulta e o exame pessoal não existe a parte mais importante na relação médico-paciente, apenas uma coleção de dados clínicos e de medicina diagnóstica que representam uma parcela do problema”, salienta Rizzo.

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