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Categoria dos arquivos Não cirúrgico

Tratamentos não cirúrgicos

Os tratamentos não cirúrgicos passaram por uma grande expansão nos últimos anos. O avanço das tecnologias e a ampliação do acesso tornaram esses recursos mais presentes na rotina dos pacientes. Ao mesmo tempo, essa popularização trouxe um desafio importante: a percepção de que esses tratamentos podem existir de forma isolada, desconectados de um raciocínio médico mais amplo.

Na minha prática, os tratamentos não cirúrgicos nunca foram pensados como soluções independentes por princípio, nem como etapas automáticas antes da cirurgia. Eles fazem parte do mesmo pensamento que orienta a cirurgia plástica de alto nível: um raciocínio baseado em diagnóstico preciso, indicação correta e compreensão aprofundada do corpo humano.

Em muitos casos, os tratamentos não cirúrgicos têm papel fundamental na preparação dos tecidos antes de uma cirurgia. Em outros, contribuem de forma decisiva para uma recuperação mais qualificada no pós-operatório imediato. Há ainda situações em que, no pós-operatório tardio, esses tratamentos permitem refinar e manter o resultado alcançado. Esse cuidado contínuo respeita o tempo biológico, a resposta individual do organismo e os objetivos reais de cada paciente.

É importante deixar claro que o tratamento não cirúrgico também pode ser indicado de forma isolada, em qualquer idade, desde que exista uma condição específica que se beneficie desse tipo de abordagem. Alterações como celulite, estrias, distúrbios de hidratação da pele, acúmulo de líquidos e determinados graus de flacidez cutânea são exemplos de situações em que o tratamento não cirúrgico pode ser a melhor opção, independentemente da faixa etária do paciente. Nesses casos, a idade não é o fator determinante. O que orienta a conduta é a anormalidade presente, seu mecanismo e sua evolução ao longo do tempo.

O que não faz sentido é tratar o não cirúrgico como um atalho, uma promessa genérica ou uma solução padronizada. Assim como na cirurgia, a indicação correta é o que define segurança, previsibilidade e qualidade.

Foi exatamente essa visão que me levou a desenvolver uma estrutura dedicada aos tratamentos não cirúrgicos integrada à minha prática cirúrgica. Uma estrutura pensada não para competir com a cirurgia, mas para sustentá-la. Para oferecer o mesmo nível de rigor, responsabilidade e profundidade em todas as etapas do cuidado.

Os tratamentos não cirúrgicos que realizo são conduzidos sob minha responsabilidade direta. Eles se baseiam no conhecimento cirúrgico, no compromisso ético e em um entendimento profundo de como o corpo responde, cicatriza e se reorganiza ao longo do tempo. Fisiologia, cicatrização, equilíbrio corporal e harmonia fazem parte do mesmo raciocínio clínico, independentemente de estarmos falando de um procedimento cirúrgico ou não.

No fim, não se trata de escolher entre cirurgia ou tratamentos não cirúrgicos. Trata-se de indicar o que realmente faz sentido para cada paciente, no momento certo, dentro de um plano de cuidado consistente, estruturado e responsável. Essa é, para mim, a base de uma cirurgia plástica de excelência.

 

A medical perspective integrated into plastic surgery

Non-surgical treatments have expanded significantly over the past years. Advances in technology and wider availability have made these options more visible and accessible to patients. At the same time, this expansion has created an important challenge: the idea that non-surgical treatments can exist as isolated solutions, detached from a broader medical reasoning.

In my practice, non-surgical treatments have never been viewed as independent solutions by default, nor as automatic steps before surgery. They are part of the same line of thinking that guides high-level plastic surgery. A line of thinking based on precise diagnosis, proper indication, and a deep understanding of the human body.

In many cases, non-surgical treatments play a fundamental role in preparing tissues before surgery. In others, they contribute decisively to a more qualified recovery in the immediate postoperative period. There are also situations in which, during the later stages of recovery, these treatments help refine and maintain the results achieved. This continuous approach respects biological timing, individual tissue response, and the real objectives of each patient.

It is important to clarify that non-surgical treatments may also be indicated as standalone approaches, at any age, when a specific condition benefits from this type of intervention. Conditions such as cellulite, stretch marks, altered skin hydration, fluid retention, and certain degrees of skin laxity are examples of situations in which non-surgical treatments may be the most appropriate option, regardless of the patient’s age. In these cases, age is not the determining factor. The indication is guided by the alteration itself, its underlying mechanism, and its expected evolution over time.

What does not make sense is treating non-surgical treatments as shortcuts, generic promises, or standardized solutions. Just as in surgery, proper indication is what defines safety, predictability, and quality.

This perspective is what led me to develop a dedicated structure for non-surgical treatments integrated into my surgical practice. A structure designed not to compete with surgery, but to support it. Its purpose is to offer the same level of rigor, responsibility, and depth at every stage of care.

The non-surgical treatments I perform are conducted under my direct responsibility. They are guided by surgical knowledge, ethical commitment, and a deep understanding of how the body responds, heals, and reorganizes itself over time. Physiology, healing, body balance, and harmony are part of the same clinical reasoning, whether we are discussing a surgical procedure or a non-surgical one.

Ultimately, it is not about choosing between surgery and non-surgical treatments. It is about indicating what truly makes sense for each patient, at the right moment, within a consistent, structured, and responsible plan of care. This, to me, is the foundation of excellence in plastic surgery.

Exclusive Day

Quando a medicina retoma o seu lugar!

Nos últimos anos, os tratamentos não cirúrgicos migraram do campo da medicina para o palco do marketing. O discurso mudou de diagnóstico para “pacotes”, de prudência para urgência, de método para slogans. A tecnologia que deveria ser ferramenta a serviço de um raciocínio clínico passou a ser exibida como protagonista, descolada de indicação e de responsabilidade.

Não é difícil entender como chegamos até aqui. O avanço dos equipamentos foi real, e isso é bom. O problema veio na forma de uso: sem diagnóstico, sem critério, sem acompanhamento, muitas vezes por profissionais que não foram formados para ver o todo e entender o limite entre o que a máquina promete e o que o paciente realmente necessita. Quando a tecnologia vira atalho, o paciente vira estatística e a medicina, um detalhe decorativo.

O primeiro erro é confundir queixa com diagnóstico. Manchas não são todas iguais. Flacidez não é pele “sobrando”. Sem nomear corretamente o problema, qualquer tratamento tem grandes chances de falhar e, pior, de adiar a solução verdadeira.

O segundo erro é o protocolo de prateleira. Tudo igual para todo mundo. A promessa é sedutora: rápido, fácil, indolor. O resultado, quase sempre, é raso. Medicina não é processo industrial. O que faz sentido para uma pessoa pode ser inútil ou inadequado para outra.

O terceiro erro é tirar a responsabilidade de quem indica. Quando a decisão se desloca do diagnóstico para a vitrine, a pessoa passa a “comprar sessões”, não a tratar problemas. A pergunta muda de “o que eu tenho e o que resolve?” para “qual pacote está na promoção?”. E aí já não estamos falando de saúde.

Eu sou cirurgião plástico. Minha formação, minha prática e a minha consciência me treinaram para enxergar o todo, indicar e também contraindicar. Eu gosto de tecnologia, estudo tecnologia e utilizo tecnologia, mas sempre como meio. O ponto de partida é o mesmo desde o meu primeiro dia, o diagnóstico.

Diagnosticar é nomear. É separar o que é pele do que é gordura, o que é tônus do que é estrutura, o que é expectativa do que é possível. Quando o diagnóstico está claro, o caminho deixa de ser uma vitrine e vira um plano: o que tratar, em que ordem, com quais limites, por quanto tempo e com qual objetivo real.

O paciente precisa entender esse percurso. Não se trata de “convencer”, trata-se de explicar. Quem entende, decide melhor, inclusive quando a melhor decisão é não fazer. Isso, para muita gente, parece pouca coisa. Para mim, é a essência da ética.

Minha agenda cirúrgica é intensa. Eu poderia simplesmente manter o foco no centro cirúrgico e seguir. Ainda assim, decidi criar o Exclusive Day. Por quê?

Porque eu acredito que boa parte do que vemos de errado nos tratamentos não cirúrgicos se resolve recolocando a medicina no centro. O Exclusive Day é a minha forma de abrir espaço, dentro de uma rotina lotada, para avaliar pessoalmente, nomear corretamente os problemas e oferecer um plano individual quando o caminho é não cirúrgico, ou quando a tecnologia complementa a cirurgia.

Não é um “dia de pacotes”. É um dia de método. Eu atendo, examino, explico o diagnóstico em linguagem simples, coloco a tecnologia no lugar certo (e, muitas vezes, fora de cena). Alguns procedimentos eu mesmo realizo. Os demais são executados por uma equipe treinada, sob protocolo e acompanhamento. E, se a melhor conduta não é tratar naquele momento, é isso que eu digo.

O Exclusive Day nasceu de um incômodo e de uma convicção. O incômodo com a banalização, resultados curtos, promessas grandes, responsabilidade pequena. A convicção de que raciocínio clínico + técnica + acompanhamento produzem algo que o marketing não consegue vender, coerência. Coerência entre queixa, diagnóstico, indicação e resultado.

Eu uso tecnologia de forma intensiva, quando agrega previsibilidade, potencializa o resultado e torna a recuperação mais rápida e tranquila. O mesmo equipamento, em mãos diferentes, produz resultados diferentes. Parâmetro, sequência, intervalo, pele, história, nada disso cabe em um banner. Cabe numa consulta honesta.

No Exclusive Day, a pergunta não é “qual máquina usar?”. A pergunta é “o que você tem e o que resolve?”. Às vezes, a resposta é clínica. Às vezes, é cirúrgica. Muitas vezes, é combinada e cronológica, preparar, tratar, manter. É isso que considero respeito ao paciente.

Resgatar os tratamentos não cirúrgicos para o local que nunca deveriam ter saído significa devolver a eles três coisas, seriedade, responsabilidade e respeito. Seriedade para estudar e indicar. Responsabilidade para acompanhar e medir. Respeito para dizer “não” quando o ganho é pequeno ou o risco é desnecessário.

O Exclusive Day é, no fim, um gesto simples, abrir um dia para fazer o que sempre deveria ter sido feito, medicina bem feita. Não existe glamour nisso. Existe método. Existe ética. Existe o compromisso de cuidar de pessoas antes de cuidar de agendas.

Exclusive Laser Center

O Exclusive Laser Center é um departamento do Instituto Cosmopolitan, o qual fundei no ano de 2009. O instituto tem como objetivo de realizar pesquisa, desenvolvimento e aplicação de diferentes processos e protocolos na busca da excelência do atendimento aos meus pacientes. O Exclusive Laser Center foca nos atendimentos não cirúrgicos complementares a cirurgia plástica. Você pode acompanhar os materiais no meu Instagram, no Instagram do Instituto Cosmopolitan ou ainda no site do Instituto. Seja bem-vindo!

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